Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares,
Lanchonetes e Fast-food de Jundiaí e Região

Jundiaí / SP   •  

Notícias

17/08/2015

Um em cada cinco trabalhadores recebe o salário mínimo em Portugal

A economia portuguesa está mais competitiva desde a chegada da troika, mas em grande parte à custa de desvalorização salarial. Hoje, um em cada cinco trabalhadores (19,6%) ganha o salário mínimo nacional de 505 euros por mês; em 2011, antes das medidas de ajustamento impostas pelos credores, apenas 11,3% recebia a remuneração base, então de 485 euros. É um aumento de 73,6%, segundo os números do Ministério da Economia.
"Houve empresas que, para não despedirem trabalhadores, baixaram os salários", confirma António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) ao Dinheiro Vivo, acrescentando que do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter-se um posto de trabalho remunerado com o salário mínimo nacional (SMN) do que o desemprego". Para os sindicatos, no entanto, a realidade mais negra: "Assistimos a uma substituição de trabalhadores bem pagos por pessoas mais jovens e mal pagas". E sem aumento de produtividade, admite Sérgio Monte, da UGT.
Os dados do Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) mostram, que em outubro de 2014, uma fatia de 25% das mulheres recebiam o salário mínimo, enquanto 15% dos homens ganhava 505 euros. Contas feitas, em outubro do ano passado 880 mil trabalhadores recebiam o salário mínimo; três anos antes, na altura em que a troika aterrou em Portugal, eram menos 345 mil. Alojamento e restauração é o sector de atividade onde o peso do salário mínimo é maior - 25,6% dos trabalhadores ganha,m a remuneração base. Logo a seguir surgem as indústrias transformadoras, como as confeções (24,8%) e as atividades administrativas e dos serviços de apoio (24,3%).

(Fonte: Dinheiro Vivo)