Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares,
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Jundiaí / SP   •  

Notícias

30/06/2016

Planos de saúde perdem mais de 1 milhão de clientes no último ano

Mais de um 1,3 milhão de pessoas deixaram de ter um plano de saúde em todo o estado de São Paulo, no último ano. É que muita gente não está conseguindo pagar a conta. Somente nos três primeiros meses deste ano, 617 mil pessoas deixaram de ter um plano de saúde.  
Com o reajuste de 13%, aprovado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), muita gente está deixando de lado o conforto de ter um plano de saúde. É o caso do aposentado Júlio Naliato que, junto com a esposa, gastaria quase R$ 1.400 por mês. Mesmo com ajuda da filha, não vai dar pra pagar: "Infelizmente, vai ter que parar de pagar, não tem como pagar. Eu ganho R$ 1.440 de aposentadoria e o plano vai pra R$ 1.400. Vai ficar difícil".  
A situação é ainda mais complicada para quem tem os chamados Planos Coletivos por Adesão, que hoje dominam o mercado. Eles são contratados via associações e sindicatos e tem liberdade para reajustar as mensalidades. A ANS só estabelece um teto de reajuste para planos individuais ou 
planos familiares. Há casos em que os reajustes dos planos coletivos chegam a 20%. E para muitas pessoas, está ficando difícil de pagar.  
O advogado Luciano Brandão, especialista em direito da saúde, explica que trocar de plano de saúde pode ser uma alternativa. Veja outras dicas: - Mudar de um plano nacional para um regional é alternativa para quem não viaja muito. - Planos de co-participação, aqueles em que você paga uma parte da consulta ou do exame, também saem mais baratos. - Trocar quarto privativo por enfermaria também ajuda a diminuir a conta. - E uma dica muito importante: dar uma olhada no histórico de aumentos que a nova operadora costuma praticar.  
O advogado lembra ainda que reajustes abusivos podem ser contestados na Justiça: É difícil brigar, mas o judiciário está aberto a avaliar e identificar quando ocorre algum abuso, quando ocorre um aumento injustificado. E aí, ele vai barrar isso".

Fonte: Jusbrasil